A expressão
“portão de quinta”, na zona oeste da Ilha assume um significado de verdadeira “
arte” aplicada á pedra, de nada depreciativo, reflecte o empenho e a dedicação dos donos a estes “
pedaços” de terra. Já havia trazido anteriormente várias mostras acerca dos muitos e excelentes trabalhos de
“entalhe” em pedra que existem espalhados por todo a ilha, nomeadamente casas, palheiros, entradas, muros etc.
Igualmente já havia referido que as freguesias da
Fajâzinha e
Fajã Grande, são das mais "
ricas" da ilha, onde mais se regista este tipo de trabalho, porque em toda a
Fajã abundam pequenos cercados, muitos destes hoje infelizmente abandonados, mas que em tempos certamente eram arduamente trabalhadas (livres de infestantes como a cana-roca e o incenso que por ali agora proliferam).
De lá era transportado o produto cultivado em carros ou
“grossões” puxados por parelhas de bois, sendo por isso uma zona “
abastecida” por canadas com excelentes condições que apesar do desgaste do tempo, ainda hoje se apresentam como uma excelente “
desculpa” para um agradável passeio.
Mesmo que hoje já não existam os portões, ainda resistem como marco e em quantidade considerável as pedras onde estes
“assentavam”.
Percorrer esses caminhos de quinta é entrar em contacto com este pedaçinho de passado.
O planalto com as terras e matas
Por entre os terrenos, vão as Kanadas...
... e nas Kanadas vou eu.
Uma das muitas vistas para a encosta rochosa, só verde... magnifico, não?
As entradas das quintas e a pedra "talhada"...infelizmente estas estão já bastante degradadas...
...mas estas estão em excelentes condições...
... e há para todos os gostos...
... de vários formatos...
... e de várias cores.
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